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Brasília

"O Coração do Brasil"

O Faraó Akhenaton

Assim como JK, um visionário carismático, a frente de seu tempo.
Foto Akhenaton  akh01.jpg

Akhenaton: O Faraó visionário

Por volta de 1350 a.C., Amenófis IV rompe com tudo e muda seu nome para Akhenaton.

Ele propõe o culto exclusivo a Aton (o disco solar), como representativo do Deus único, eliminando o panteão politeísta. Não era apenas fé; era uma manobra política para tirar o poder das mãos dos sacerdotes de Amon.

A esposa Nefertiti, foi uma corregente na época. A estética do período (Amarna) tornou-se mais humana, naturalista e menos rígida.

O Busto de Nefertiti é uma obra-prima em calcário pintado, com cerca de 3.400 anos, representando a bela rainha egípcia Nefertiti, esposa de Akhenaton. O busto de 47-50 cm de altura é um ícone de beleza e poder, exibido no Neues Museum em Berlim, atraindo milhares de visitantes anualmente.

Ao fundar a nova capital, ele constroi Akhetaton (Amarna) no meio do deserto, em um local virgem, para que a nova era não tivesse "contaminações" do passado.

A professora de Egiptologia da Universidade de Brasília, Iara Kern, transformou uma tese de mestrado em um livro chamado de Akhenaton a JK, onde mostra a semelhança física, mental e espiritual entre o ex-presidente JK e o Faraó Akhenaton, como também, a relação da nova Capital brasileira com o Egito. Uma ótima leitura e referência para saber mais.

Akhenaton e Nefertiti

A relação entre Akhenaton e a esposa Nefertiti (a "dama de rara beleza") é uma das mais fascinantes e bem documentadas da antiguidade, não apenas pelo poder político, mas pela aparente demonstração de amor e companheirismo. Eles governaram o Egito durante a XVIII Dinastia, no Novo Império (aprox. 1350 a.C.).

Destacavam-se entre outros casais reais egípcios, uma vez que as representações artísticas de Akhenaton e Nefertiti mostram cenas íntimas e afetuosas, sugerindo um relacionamento amoroso profundo. Representações afetuosas em murais e relevos mostram o casal de mãos dadas, beijando-se e brincando com suas filhas (tiveram seis filhas).

Um casal a frente do seu tempo, pois também eram companheiros de Trono. Nefertiti não era apenas uma esposa; ela era uma "Grande Esposa Real" ativa, com influência política significativa e, talvez, até mesmo governante conjunta (corregente).

Apogeu e Mistério: Eles mudaram a capital para Amarna (Akhetaton), construindo uma nova cidade do zero, analogia com Brasília. Após aproximadamente 12 anos de reinado, Nefertiti desaparece dos registros históricos, gerando teorias diversas, sobre sua morte, exílio ou mesmo uma possível mudança de nome.

Juntos, Akhenaton e Nefertiti promoveram a primeira grande revolução monoteísta do mundo, substituindo o panteão politeísta de deuses egípcios (liderado por Amon) pelo culto exclusivo a um Deus único, representado pelo disco solar.

A Importância da religião se destacava e era o centro da vida e do poder do casal, moldando sua arte, arquitetura e política.

Semelhanças entre Akhenaton e JK

Físicas e mentais - Ambos tinham traços semelhantes (rosto alongado, visão utópica), eram visionários carismáticos, mas sem herdeiros varões diretos; priorizavam projetos grandiosos.

Espirituais - Akhenaton propõe e implanta o monoteísmo solar (Aten), rompendo com o politeísmo; JK, trouxe uma "nova era" modernista ao Brasil, com Brasília como símbolo de unidade e progresso espiritual e político.

Trajetórias pessoais - Ambos morreram 16 anos após inauguração das capitais (Akhenaton ~1336 a.C.; JK em 1976) passando por mortes "violentas" e/ou não naturais. Akhenaton possivelmente assassinado e JK em um suspeito acidente de carro.

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"Brasília é a cidade da esperança,
nascida de um sonho, de uma profecia."
(Lúcio Costa -Arquiteto e urbanista)