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Brasília

"O Coração do Brasil"

O Teatro Nacional

A voz e a música (vibração) se espalham pela capital.
Foto Teatro Nac tea01.jpg

O Teatro Nacional Claudio Santoro é, sem dúvida, um dos maiores "enigmas" visuais de Brasília. Se o Lago Paranoá é o espelho d'água egípcio, o Teatro é o monumento que solidifica essa estética de pirâmides no meio do cerrado.

No contexto místico e esotérico, ele não é apenas a mais importante casa de espetáculos da capital, uma vez que pode ser olhada também como um símbolo iniciático.

Projetado por Oscar Niemeyer, o Teatro Nacional chama a atenção de todos por sua posição de destaque na Esplanada dos Ministérios e por apresentar uma forma geométrica muito específica, a saber, uma pirâmide irregular ou, mais precisamente, um tronco de pirâmide.

A Geometria de Poder

Diferente das pirâmides perfeitas de Gizé, o Teatro Nacional lembra as pirâmides da América Pré-Colombiana (Astecas e Maias), parecendo mostrar ou indicar a união das eras.

O Topo Cortado simboliza que a obra humana ainda não está finalizada, ou ainda de forma mais espiritual, que o "olho que tudo vê" (o divino) é quem completa a estrutura.

A Base Larga representa o aterramento das energias espirituais na terra, no Planalto Central.

A Conexão com o Egito

Para aqueles que veem Brasília como a “Nova Akhetaton" (a cidade do sol de Akhenaton), o Teatro tem um papel fundamenta, a saber:

- A "Montanha Sagrada": No antigo Egito, o horizonte de Akhetaton tinha um formato de colina que o faraó usava para alinhar o nascer do sol. O Teatro Nacional mimetiza essa silhueta no Eixo Monumental.

- Sem Janelas Convencionais. Assim como um templo antigo, o Teatro é "fechado" para o mundo exterior, voltando a energia para dentro, para a arte e para a introspecção — um princípio básico e clássico de escolas de mistérios.

As Fachadas de Athos Bulcão (O Código de Cubos)

Em uma de suas características mais belas e que muito impressionam são as laterais do teatro que são revestidas por um relevo de cubos de concreto criados por Athos Bulcão. Esotericamente, esses blocos são interpretados entre outras, principalmente, de duas formas:

- A Matéria Bruta: Representam os tijolos da construção do universo ou a "pedra bruta" da maçonaria que o homem deve lapidar.

-Ritmo Visual: A variação dos blocos cria um jogo de luz e sombras que muda conforme a posição do Sol (o deus **Aton**). Dependendo da hora do dia, a fachada "se mexe", simbolizando a impermanência e a vibração da matéria.

Curiosidade sobre o Interior (Sala Villa-Lobos)

O Teatro é dividido em três salas (Villa-Lobos, Martins Pena e Alberto Nepomuceno). Sabe-se que na numerologia etc. que o número (3) é o número da perfeição e da manifestação (Pai, Filho e Espírito Santo; Brahma, Vishnu e Shiva ou Início, Meio e Fim).

A Sala Villa-Lobos, a maior delas, é vista como o "Coração do Teatro/Templo", onde a voz e a música (vibração) se espalham pela capital.

O Teatro Nacional funciona como um **zigurate moderno**. Ele "ancora" o Eixo Monumental, servindo de contrapeso visual e energético para a Rodoviária do Plano Piloto e o Congresso Nacional.

Parece evidenciar que enquanto o Congresso representa o mental/decisório, o Teatro representa o emocional/espiritual da cidade.

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"Brasília é a prova de que é possível unir arquitetura,
arte e natureza em uma harmonia perfeita."
(Oscar Niemeyer)